sexta-feira, 21 de junho de 2013


Texto: Avestruz de Mário Prata.
Sequência Didática de atividades planejadas para o 6° Ano.


1- Ativação de conhecimentos prévios.
a- Você conhece o autor Mário Prata? Já leu algum texto dele?
b- Você conhece, já viu um avestruz?
c- A que remete o título do texto?Que tipo de texto você espera ler?

2- Localização de informações.
a- Quais elementos da narrativa estão presentes no texto? Justifique-os.
b- Que tempo verbal predomina no texto? Justifique-os.
c- Grife os adjetivos que caracterizam o animal.
d- Comparando o avestruz com animais domésticos você considera comum criar está ave em um apartamento?

3- Produção de inferências locais.
a -Você conhece os termos “Floripa” e “Higienópolis”?
b- Você sabe o que é TPM?

4- Recuperação do conteúdo de produção.
4.1- Sabendo que se trata de uma crônica qual a finalidade desse texto:
a- Entreter, divertir
b- Informar
c- Argumentar
4.2- A crônica é um gênero geralmente publicado em revistas, jornais e internet, portanto qual é o publico leitor?
 
5- Intertextualidade

a- Cite um texto, filme, música, propaganda de TV que aborda o mesmo tema.

6- Apreciação
a- Quais as estratégias que o narrador utiliza para convencer o personagem a desistir do animal exótico? Em sua opinião o narrador convenceu de fato o garoto?     
b- É realmente necessário levar o garoto ao zoológico por conta de seus desejos? Justifique sua resposta.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

PERFIL DAS AUTORAS

DAIANE SANTOS CRESPO (Votuporanga-SP)

Sou licenciada em Letras Português/Espanhol pela UNIOESTE-Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Apesar do pouco tempo de prática docente, consigo entender os desafios que temos em nossa frente. As expectativas que tenho em relação ao curso são muitas e tenho certeza que o curso contribuirá imensamente em minha formação.


BERENICE CORNACIONI ROMERO (Nhandeara-SP)

Olá, sou formada em Letras e Pedagogia pela Feocruz e atualmente trabalho na Escola Antonio Perciliano Gaudêncio no Distrito de Ida Iolanda, cidade de Nhandeara. Tenho 28 anos, sou casada e moro na mesma cidade onde trabalho.


JUSSARA SILVEIRA CARDOSO DE LEÃO (Votuporanga-SP)

Olá! Sou professora de língua portuguesa da rede pública estadual há 20 anos, leciono também na rede particular. Tive experiências fora da sala de aula como professora coordenadora de uma escola e do núcleo pedagógico da diretoria de ensino, porém sempre acabo voltando para a sala de aula, pois é o lugar onde mais me realizo profissionalmente, apesar de todas as adversidades. Vejo a leitura e a escrita não apenas como um prazer para professores de língua portuguesa, mas como uma obrigação, uma vez que a melhor forma de ensinar é pelo exemplo. Gosto de fazer cursos, acredito que sempre há algo novo para enriquecer nossa prática, mas encontrar tempo para concluir este será meu maior desafio.


CRISTIANE FURLAN (Votuporanga-SP)

Sou graduada em Letras - Licenciatura Plena em Língua Portuguesa e Inglesa pela UNIFEV (Fundação Educacional de Votuporanga) desde 2009. Atualmente leciono no E.E. Cecília Meireles, Parisi; e monitora no Colégio Celtas com ênfase em Gramática e Literatura. Em 2012 fui tutora do Curso Inglês Online pela EVESP.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sequência didática

Conto “Pausa”, de Moacyr Scliar
Público alvo: 9º ano
1. Ativação de conhecimento prévio
  • O que significa “pausa”?
  • Você se sentiria atraído em ler um texto com esse título?
  • Você conhece o escritor Moacyr Scliar ou outras obra dele? (levar alunos ao Acessa Escola para pesquisar ou levar vídeo sobre o autor/obra para ser exibido na sala de aula)
 2. Levantamento e checagem de hipóteses:
a) Ler uma definição de “pausa” em um verbete de dicionário e perguntar: Que assunto pode ser explorado em um texto com esse título? (Após a leitura, retomar essa pergunta para questionar se a hipótese levantada por eles estava correta ou não.)
b) Primeira leitura feita pelo professor, parando em pontos estratégicos para levantamento de hipóteses sobre a sequência do texto e continuação da leitura para checegem das hipóteses.
3. Localização de informações
  • Identificar os elementos da narrativa:
a) Ponto de vista do narrador
b) Personagens (características)
c) Espaço (características)
d) Tempo (cronológico, psicológico, época)
  • Samuel dizia ir trabalhar para sua esposa, mas realmente ele ia? Justifique.
  • A esposa de Samuel aceitava tranquilamente essa saída dele? Retire do texto uma passagem que comprova sua resposta.
  • Samuel saía todos os domingos mentindo que ia trabalhar ou foi apenas uma vez? Quanto tempo Samuel ficou fora de casa? Aponte elementos do texto que comprovem sua resposta.
 4. Produção de inferências locais e globais
  • Se o narrador apresenta o personagem como Samuel, por que o gerente o chama de Isidoro?
  • O que Samuel ia fazer no hotel?
  • Por que Samuel sentia necessidade de ir ao hotel?
  • Ao dormir, qual foi o sonho de Samuel? Qual a provável razão de ele ter tido um sonho como esse?
 5. Recuperação de contexto de produção
Faça uma ficha de leitura do texto.
  • Título:
  • Autor:
  • Gênero:
  • Publicação:
6. Percepção de intertextualidade e interdiscursividade.
– Como o texto não apresenta em sua superfície nenhuma dessas relações, após estudá-lo é possível apresentar aos alunos outros textos que possam dialogar com o conto “Pausa”.
Exemplos: A metamorfose, de Franz Kafka; propaganda da bolacha Pit Stop (impresa e televisiva) ou outros.
7. Percepção de outras linguagens (vai depender do suporte em que o texto for apresentado aos alunos, se apresenta ou não outras linguagens; ou após toda a análise do texto, pode ser comparada sua linguagem com a dos textos apresentados no item 6, como a propaganda que normalmente é rica em linguagem não-verbal)
8. Elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas.
Releia os trecho abaixo retirados do texto.
 “Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro. Fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído.[...]”
 “Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras.”
“Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, levou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.”

“Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.”
“Ao longo dos cais, guiava lentamenteParou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.”

Após a leitura dos trechos destacados do texto e de analisá-los no contexto em que aparecem, responda:
a) O que é possível observar em relação às ações (verbos em destaque) e ao modo (advérbio em destaque) como foram narradas. O que significa essa mudança?
b) Observe que fatos e ações se repetem antes de Samuel sair de casa e antes de sair do hotel. Que relação podemos estabelecer entre o título do conto e essa repetição?
c) Compare a passagem de Samuel pelo cais de manhã com a passagem à noite. Aponte as diferenças entre esses dois momentos e explique a que se devem essas diferenças, considerando os acontecimentos do texto.
d) Nos três primeiros trechos há predomínio do verbo no pretérito perfeito do modo indicativo (saltou, correu, vestiu, caminhou); nos dois últimos aparece um verbo no pretérito imperfeito do modo indicativo (guiava) e um no gerúndio (olhando). Que sentido podemos construir a partir da escolha desses diferentes tempos verbais?
9. Elaboração de apreciações relativas a valores éticos e /ou políticos.
  • O que levaria uma pessoa a se comportar como Samuel?
  • O que você pensa sobre a atitude de Samuel?
  • Pensando nos motivos que podem ter levado Samuel a agir dessa maneira, quais seriam outras atitudes que ele poderia ter tomado?
  • Você já fez ou teve vontade de fazer algo como Samuel? Por quê?
Texto: Meu Primeiro Beijo de Antonio Barreto
 Sequência didática preparada para o 9º Ano
 1- Levantamento e checagem de hipótese
Na aula anterior à leitura do texto, o professor pede aos alunos que façam uma pesquisa usando a sala de multimídia sobre a vida e a obra do autor Antonio Barreto?
Na próxima aula, pergunta aos alunos
a) Vocês já conheciam o autor pesquisado?
b) Leram algo que ele escreveu?
c) Na sua pesquisa algo lhe chamou atenção? Aguçou sua curiosidade para ler ou conhecer as obras desse autor?
Apresentação do Título
a) O que você espera de um texto como esse título?
b) A partir da análise do título a qual gênero vocês acham que pertence esse texto?
  Leitura oral do Texto (coletiva)
a) As expectativas sobre o texto lido foram confirmadas ou não?
 2- Localização de informações
a) Identificar os elementos da narrativa: 
- Ponto de vista do narrador
- Personagens (características)
- Espaço
- Tempo (cronológico, psicológico, época)
b) Qual foi o acontecimento principal do texto e onde ocorreu?
c) Quais os apelidos dados pela narradora ao menino que a beijou?
d) Quem tomou a iniciativa de beijar? Comprove sua resposta com uma passagem do texto.
e) O primeiro beijo entre eles foi o único ou eles se beijaram novamente? Explique.
 3- Produção de inferências locais e globais
a) De acordo com o texto qual o significado da palavra virgem no trecho: “ Estávamos virgens nesse assunto...”
b) Quais características do menino justificam seus apelidos?
c) Pela forma de contar os acontecimentos, podemos dizer que as características da narradora eram semelhantes as do menino ou não? Justifique.
d) Releia o último parágrafo:
“Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por várias semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!”
 Observe que a narradora faz algumas comparações com seu primeiro beijo. Explique o que a narradora quis dizer com essas comparações.
 e) Analisando a história podemos concluir que o desfecho da narrativa não é o esperado. Justifique essa afirmativa.
4- Recuperação do contexto de produção
a) Faça uma ficha de leitura do texto.
  • Título:
  • Autor:
  • Gênero:
  • Publicação:
b) Quem é o leitor modelo, ou seja, o público alvo desse texto? A linguagem está adequada a esse público? Justifique.
c) Caso tivesse sido usada no texto uma linguagem formal, o efeito de sentido produzido seria o mesmo? Explique.
5- Percepção das relações de intertextualidade e de interdiscursividade
a) A forma como as personagens descreveram as reações provocadas por um beijo é comum quando se quer conquistar alguém? Em quais circunstâncias esse discurso é comum?
b) Após a análise do texto, assistir ao filme: “ Meu Primeiro Amor”, e estabelecer as possíveis relações entre texto/ filme.
6- Elaboração de apreciação estética e afetiva
a) Crônica se caracteriza por utilizar uma linguagem coloquial. Identifique no primeiro parágrafo o recurso utilizado para manter um diálogo diretamente com o leitor.
b) Identifique outras marcas próprias da oralidade presentes na crônica.
c) Justifique o uso da pontuação utilizada para finalizar o primeiro parágrafo: E foi assim...
d) A última frase do texto inicia com a conjunção “mas”, “Mas foi inesquecível!”, que normalmente é utilizada para introduzir uma ideia contrária, oposta ao que foi dito anteriormente. Por que ela foi usada? Qual é a ideia oposta que ela introduz?
 7- Elaboração de apreciações relativas a valores éticos e /ou políticos.
a) O que vocês acham da forma que ele se declara para ela? Vocês já receberam uma declaração? Como vocês gostariam de receber uma declaração?
b) O texto ao utilizar conteúdo da química e da biologia pretende causar um efeito de sentido no leitor. Explique esse efeito na construção de sentido pelo leitor?
c) A partir da leitura do texto podemos concluir que a personagem tem realmente uma cultura inútil? O que pode significar cultura inútil para uma pessoa?

Professora Berenice Cornacioni Romero

terça-feira, 11 de junho de 2013

Experiência com a leitura

Minha experiência com a leitura aconteceu desde pequenininha, desde muito cedo mesmo, conta minha mãe que quando grávida lia muitas historinhas para mim. Na idade de 5 ou 6 anos, consigo me lembrar de meu pai trazendo livrinhos e líamos as historinhas juntos, tem algumas que me lembro até hoje.
Eu gostava muito de escrever, eu tinha uma lousa, na qual ensinava, meu cachorro e meu papagaio, acho que por isso sou professora.
No decorrer dos anos ao adquirir mais experiências com os diversos gêneros da leitura e da escrita que percebi leitura não é uma simples decodificação de símbolos e sim é ter a capacidade de entender, compreender e interpretar aquilo que se lê. Nos dias de hoje, com o grande acesso a tecnologia, é necessários usar as ferramentas que incentivem o gosto pela leitura, principalmente nossos alunos, por temas que façam a diferença.

domingo, 9 de junho de 2013

Depoimento da cursista Cristiane Furlan sobre Leitura e Escrita - Curso MGME



Dois fatos que marcaram minha Leitura e Escrita na escola foram:

- No anos iniciais do Ensino Fundamental, conheci os poemas de Cecília Meireles, fiquei apaixonada pela leitura deles e acabava lendo para meus colegas de classe aqueles que eu mais gostava. O impacto dos poemas foi tão forte na minha infância que pedi um caderno para minha mãe para escrever os meus próprios poemas também.

- Já nos anos finais do Ensino Fundamental, estava passando na TV a novela "A próxima vítima", eu e um amigo resolvemos escrever uma história parecida com a da novela, mas com os personagens da sala de aula. A princípio, só nós sabíamos sobre a história que estava sendo inventada, mas com o passar do tempo as pessoas queriam saber sobre o "seu papel" na história e pediam para ler.
Foi muito engraçado!
Todos quiseram participar na produção escrita e inserir novos capítulos, inclusive colocar alguma emoção no capítulo do amigo.
Na hora do intervalo formávamos uma roda para ler o que havia sido escrito para o capítulo daquele dia.
O material era composto pela letra de todos, por isso a folha era passada de um a um para a escrita e também a leitura.
Lembro que a professora até ficou brava com euforia do "tal papel" que rodava a sala e chegou a pegar nossas produções, mas não se conteve e começou a ler em voz alta um dia na sala de aula.
O papel da professora foi fundamental, pois ela sugeriu que começássemos a escrever textos de teatro e ensaiar também.
Gerou muito humor na época, gostaria muito de ter aquelas folhas ainda, lá estava descrito algumas das expectativas que tínhamos, amizades e até brigas que ocorriam no decorrer do ano.


Leitura: uma viagem que não tem limites!


Os Fantásticos Livros Voadores do Sr. Morris Lessmore




Referência: http://www.youtube.com/watch?v=LjkdEvMM5xs

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Depoimento da cursista Berenice Cornacioni Romero Andrade sobre Leitura e Escrita - Curso MGME

Sempre gostei muito de ler, sou filha de professora PEB I e minha mãe sempre me influênciou. Desde muito pequena lembro da minha casa cheia de livros espalhados por todos os cantos e livros de diversos gêneros (contos, crônicas, HQ, poemas, etc)  eu ficava atrás da minha mãe cada hora pedia para ela ler um livro e ai enquanto ela não parava de fazer o serviço e lia eu não saia do pé dela. Quando ela ia para escola eu adorava ir junto para ouvir as histórias ficava bem quietinha para que assim ela me levasse junto outras vezes e naquela epoca já dizia para todos que seria professora, minhas brincadeiras com as bonecas e as amiguinhas era sempre de escolinha, dava aulas e contava histórias para elas.
Quando comecei a estudar minha professora logo percebeu minha paixão pelos livros e além de me incentivar usavá-me como exemplo para incentivar os demais alunos que não viam graça nos livros e isso deixavá-me muito orgulhosa. Nunca me esqueço que nos meus aniversários sempre pedia de presente livros e minha família que sabia da minha paixão fazia sempre a minha vontade o que me deixava muito feliz.
Apesar da minha paixão pela leitura não gostava muito de falar, sempre fui muito tímida e escrevia com um pouco de receio, pois achava que não escrevia bem. Hoje sou professora e tenho muito orgulho da minha profissão, para completar trabalho na sala de leitura e vivo a realização de um sonho onde tenho a oportunidade de ensinar e aprender diariamente.

domingo, 2 de junho de 2013

Minhas experiências com leitura e escrita

A visão de Antônio Cândido da literatura como humanização me encanta, principalmente no que se refere ao exercício da reflexão e do afinamento das emoções. O mundo literário aguça os mais variados sentimentos no leitor, desde que realmente seja realizada a leitura e não apenas uma decodificação superficial. Esse ritual antropofágico, segundo Rubem Alves, capaz de transformar um ser humano somente fez parte de minhas experiências a partir do momento que me tornei leitora competente, que penetrei nesse território misterioso com o desejo de desvendá-lo.
Fico triste ao me lembrar de experiências escolares como as do Gabriel Pensador, de propostas de redação com “temas livres”, mas felizmente há professores como o de sociologia citado por ele que dão sentido às atividades propostas aos alunos, tornando essas atividades experiências inesquecíveis. Não tive esse privilégio; como disse Brás Cubas, não vale a pena lembrar da escola, formei-me leitora por interesse próprio, também não tenho um depoimento tão nostálgico e idealizado quanto ao de Gilberto Gil, por isso procuro conduzir meus alunos por esse labirinto de ideias, emoções, sensações, na esperança de me tornar “uma boa lembrança” em suas memórias.