domingo, 2 de junho de 2013

Minhas experiências com leitura e escrita

A visão de Antônio Cândido da literatura como humanização me encanta, principalmente no que se refere ao exercício da reflexão e do afinamento das emoções. O mundo literário aguça os mais variados sentimentos no leitor, desde que realmente seja realizada a leitura e não apenas uma decodificação superficial. Esse ritual antropofágico, segundo Rubem Alves, capaz de transformar um ser humano somente fez parte de minhas experiências a partir do momento que me tornei leitora competente, que penetrei nesse território misterioso com o desejo de desvendá-lo.
Fico triste ao me lembrar de experiências escolares como as do Gabriel Pensador, de propostas de redação com “temas livres”, mas felizmente há professores como o de sociologia citado por ele que dão sentido às atividades propostas aos alunos, tornando essas atividades experiências inesquecíveis. Não tive esse privilégio; como disse Brás Cubas, não vale a pena lembrar da escola, formei-me leitora por interesse próprio, também não tenho um depoimento tão nostálgico e idealizado quanto ao de Gilberto Gil, por isso procuro conduzir meus alunos por esse labirinto de ideias, emoções, sensações, na esperança de me tornar “uma boa lembrança” em suas memórias. 

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